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| Junto à costa desértica do Sul |
Fundada pelos espanhóis em 1540, Arequipa é a segunda maior cidade do Peru e, muito provavelmente, a mais bonita. Conhecida
por "cidade branca" pelo tom característico dos seus mais famosos edifícios, possui a mais larga "plaza de armas" da América
do Sul e usufrui de um clima ameno, com um persistente céu azul limpo contrastando magnificamente com os vulcões Misti
e PichuPichu por trás da cidade.
A região mais a sul, já perto da fronteira com o Chile, contrasta profundamente com a verdura circundante a Arequipa
e caracteriza-se por paisagens desérticas, quase "lunares", numa extensão de centenas de quilómetros escassamente povoada.
Na memória ficaram para sempre gravados os cenários surrealistas dos quilómetros de "fim do mundo" percorridos naqueles
poucos dias, bem como alguns episódios caricatos como a quase perda do nosso todo-o-terreno engolido pelo oceano, a descoberta
do cemitério "ao ar livre" ou ainda o almoço "forçado" - por não existir nenhum outro local para comer em quilómetros
de distância - mas inesquecível junto da simpática família de pescadores da aldeia perdida de Quilca.
»»» Arequipa Photo Gallery

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| Arequipa - vista geral sobre o vulcão Misti |

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| Praça de Armas de Arequipa ao entardecer |

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| Pelas ruas de Arequipa... |

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| Paisagem a caminho do Sul - vista sobre o Pichu Pichu |

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| Acaba o verde... |

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| ...começa o "deserto" |

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| Quilómetros de estrada... |

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| ...junto ao oceano... |

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| ...até à aldeia de Ocoña |

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| Perdido na imensidão arenosa |

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| Praias desoladas desertas com habitações precárias dos pescadores locais |

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| Paisagem diferente...mesmo cenário inóspito |

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| Aldeia piscatória de Quilca |

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| Quilca |

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| Carro em sarilhos! |

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| Cemitério "ao ar livre" junto à estrada perto de Ocoña |

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| Camaná - O "Senhor dos Pinguins"... |

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| ...e os próprios!! |

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| Arequipa - Mosteiro de Santa Catalina |

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| Pelas ruas daquele que foi, em tempos, o maior mosteiro do mundo! |
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Excerto do "Diário de Bordo" - 01/02.06.01
A caminho de Camaná...
"(...) O caminho revela-se ao mesmo tempo magnífico, místico e intrigante. Intrigante porque
é uma passagem para um enorme deserto, recortado por grandes montanhas e, depois, por um largo planalto interrompido por escassos
vales verdes que são autênticos e soberbos oásis; (..) mas em toda a sua desolação de quilómetros e quilómetros de areia que
o vento fustiga incessantemente, - o caminho - revela uma beleza avassaladora..."
...até Ocoña...
"(...) Deserto e mais deserto. Dunas do tamanho de montanhas (ou montanhas com formato
de dunas?). Arribas lançadas para o Pacífico. e, de repente, um oásis no meio desta imensidão arenosa: Ocoña."
...e à aldeia de Quilca
"(...) O caminho é ainda mais desolado, inospitável e grandiosamente e avassaladoramente lindo
que o de Ocoña. Uma estrada de terra batida que sobe e desce dunas, perigosamente roçando as altas arribas de onde se avistam
imensas praias cheias de...nada. Gaivotas e abutres, e muitos rochedos caídos pelas praias. Quilca, pequena localidade de
pescadores típica...muito suja mas tão bonita no seu isolamento completo do mundo ("aqui no hay turistas")...lindos
pelicanos...óptimo "cebiche" familiar e pessoas cuja curiosidade natural não ofusca a simpatia."
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